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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

OS CAMINHOS PARA A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL - PARTE I






Muitos foram os documentos elaborados para que se conseguisse a separação entre o Reino Unido e o Reino de Portugal e Algarves. para que o Brasil pudesse alcançar a pretendida independência. Foram muitos os trâmites e as grandes distâncias eram impedimentos naturais que, de forma cuidadosa, acabaram por chegar aos momentos da real concretização dando sustentação aos atos preparatórios, onde os documentos levavam meses para serem lavrados e assinados conforme legislação em vigor.

No presente caso, depois de várias tratativas, a data fixada para a separação entre ambos os países, foi definida para o dia 7 de setembro de 1822, tendo-se como base o ‘grito do Ipiranga” que D Pedro I fez acontecer quando empreendia visita à casa da Marquesa de Santos em São Paulo. Seguidamente, em 12 de outubro de 1822, D. Pedro I foi aclamado Imperador do Brasil, sendo coroado e consagrado em 1º de dezembro de 1822 e o país passou a ser conhecido como Império do Brasil. Em 1807, a Família Real e o governo português fugiram para o Brasil, acabando por elevar o Brasil à condição de Reino. Tendo que retornar a Portugal, e o rei João VI nomeou seu filho mais velho, Pedro de Alcântara de Bragança, como Príncipe Regente do Brasil (1821). Quatro anos depois. Portugal reconheceu a independência do Brasil e em 29 de agosto de 1825, foi assinado o Tratado de Amizade e Aliança firmado entre o Brasil e Portugal. O Brasil, com a separação, optou por preservar as características que existiam no período colonial, a forma monárquica de governo, a dinastia de Bragança no poder, a unidade territorial, a economia agrária de exportação e a escravidão de origem africana.

O Brasil nasceu, politicamente, após a Revolução Francesa. O Liberalismo Político era o sistema vigente como Monarquia constitucional representativa e não absolutista. O Império adotou uma constituição para poder administrar o poder e gerir o reinado. Graças à Constituição de 1824, todos os cidadãos se tornaram iguais perante a lei, ao menos no papel.


Continua ....

Prof.Dr, Antonio Caprio .Tanabi
historiador -Ex-Presidentre do IHGG/ S.J.R.Preto e atual conselheiro.

OS CAMINHOS DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL - PARTE II


Muitos foram os documentos elaborados para que se conseguisse a separação entre o Reino Unido e o Reino de Portugal e Algarves. para que o Brasil pudesse alcançar a pretendida independência. Foram muitos os trâmites e as grandes distâncias eram impedimentos naturais que, de forma cuidadosa, acabaram por chegar aos momentos da real concretização dando sustentação aos atos preparatórios, onde os documentos levavam meses para serem lavrados e assinados conforme legislação em vigor.

No presente caso, depois de várias tratativas, a data fixada para a separação entre ambos os países, foi definida para o dia 7 de setembro de 1822, tendo-se como base o ‘grito do Ipiranga” que D Pedro I fez acontecer quando empreendia visita à casa da Marquesa de Santos em São Paulo. Seguidamente, em 12 de outubro de 1822, D. Pedro I foi aclamado Imperador do Brasil, sendo coroado e consagrado em 1º de dezembro de 1822 e o país passou a ser conhecido como Império do Brasil. Em 1807, a Família Real e o governo português fugiram para o Brasil, acabando por elevar o Brasil à condição de Reino. Tendo que retornar a Portugal, e o rei João VI nomeou seu filho mais velho, Pedro de Alcântara de Bragança, como Príncipe Regente do Brasil (1821). Quatro anos depois. Portugal reconheceu a independência do Brasil e em 29 de agosto de 1825, foi assinado o Tratado de Amizade e Aliança firmado entre o Brasil e Portugal. O Brasil, com a separação, optou por preservar as características que existiam no período colonial, a forma monárquica de governo, a dinastia de Bragança no poder, a unidade territorial, a economia agrária de exportação e a escravidão de origem africana.

O Brasil nasceu, politicamente, após a Revolução Francesa. O Liberalismo Político era o sistema vigente como Monarquia constitucional representativa e não absolutista. O Império adotou uma constituição para poder administrar o poder e gerir o reinado. Graças à Constituição de 1824, todos os cidadãos se tornaram iguais perante a lei, ao menos no papel.
A colonização foi praticamente iniciada em 1534, quando o Brasil teve o processo das capitanias hereditárias concretizado, em 14 faixas, onde apenas as capitanias de Pernambuco e São Vicente prosperaram, causando sérios problemas de povoamento e posse real das terras. O século XVIII e início do século XIX foram palcos de pesados movimentos de independência (mediante guerras). Com a fixação da Família Real em 1808 no Brasil, este se transformou em metrópole e o retorno do soberano para Portugal, acabou ficando aqui, como regente, o primogênito Pedro de Alcântara iniciando-se de forma lenta, mas gradual, o processo constitucionalista no Brasil, cujo objetivo maior era a independência. Em 1815 o Estado do Brasil foi elevado à condição de reino e com isto instalado um estado monárquico transatlântico e pluricontinental. Em 1821, Dom João VI foi obrigado a fazer um juramento à nova Constituição, deixando aqui o Príncipe Pedro de Alcântara como Regente do Reino do Brasil. Assim, a independência ficava cada dia mais próxima.

Movimentos visando a independência das terras reinos fervilhavam em todos os pontos do planeta e Pernambuco foi a primeira província brasileira a se separar, de fato e de direito, do Reino de Portugal. Em 29 de agosto de 1821, um movimento armado se levantou contra o governo do capitão general Luís do Rego Barreto resultando na formação da Junta Goiana, saindo-se vitorioso com a rendição das tropas portuguesas com a rendição a 5 de outubro do mesmo ano. Nasce aí o Movimento Constitucionalista de 1821, sendo ele considerado o primeiro movimento com êxito na busca da independência do Brasil.

Era preciso que Lisboa, através de seus membros das cortes portuguesas concordassem de fato com a independência da antiga colônia e o eixo de todo esse movimento era Dom Pedro I defendendo a causa brasileira. Ele contou com a ajuda especial da esposa, a princesa Leopoldina de Habsburgo incentivando e favorecendo a permanência do marido no Brasil, com o que não concordava o grupo de Bonifica-nos. A causa cresceu e no dia 9 de janeiro de 1822, Dom Pedro I, depois de muito refletir, grita do alto da sacada de seu palácio: “Como é para o bem de todos e para a felicidade geral da Nação, diga ao povo que vou ficar.
No dia 18 de janeiro de 1822, José Bonifácio foi nomeado como ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros do governo, que começava a se formar. Dom Pedro I recebeu, o título de defensor Perpétuo do Brasil e de imediato foi convocada e instalada a primeira Assembleia Constituinte para evitar algum tipo de golpe. Pedro I assinou o decreto no dia 3 de junho de 122 e convocou eleições dos deputados e com isto, os desejos de Independência, se tornava mais forte, e avançava no tempo em busca dos ideais da República. Independência e República, irmãs siamesas do processo político do Brasil.

Chegando a São Paulo no dia 7 de setembro de 1822, Dom Pedro I disseminou a notícia da independência do Brasil do domínio português e de imediato foi instituído o brasão de armas do reino independente do Brasil. os processos de independência e mesmo de república, envolveu dezenas de pessoas, vários países, reinos, embaixadas e muita burocracia para se efetivar. O Brasil se tornou, depois de muito esforço, num reino independente, onde muitos deram suas vidas fazendo do Brasil um país uma nação respeitada em todo o planeta , mostrando que sempre soube e sabe conduzir nossa Nação, mesmo diante com várias crises que soube até hoje superar e controlar.


Prof. Dr. Antonio Caprio - ex-presidente do IHGG/Rio Preto e atual Conselheiro.

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

CONSTITUIÇÃO




Tudo nasce do pensamento humano. Uma simples portaria, um estatuto, um regimento, um contrato, nunca é uma ideia isolada, perdida no espaço e nem num tempo, numa dança de letras mortas para nada e nenhum destes instrumentos e muitos outros que tentam estabelecer condutas humanas onde o tempo é o árbitro mudo, mas eloquente, desde os tempos memoriais da história humana. Como sempre foi difícil reger um grupo de forma homogênea, de cabeças pensantes, Karl Loewenstein, propôs um meio onde muitos pensavam da mesma forma, o que aconteceu por volta de 1215, em plena Idade Média, o advento de um texto que foi chamada de Magna Carta Libertatum e que foi apelidada de “ Lei da Terra” com real aplicação na Idade Moderna, onde o homem ocupava quase todos os cantos do planeta, ocorrendo no final do século XVIII o nascimento do Constitucionalismo moderno que foi chamado de Constituição e só em 1755 , gerou a separação dos poderes, na forma ‘tripartite’ mais tarde firmada pelo gênio do grande Montesquieu com a adesão da Constituição da Córserga, dos Estados da América e da França. O ano de 1787 estabeleceu a repartição efetiva dos poderes. Os Estados Unidos efetivaram a prática do Legislativo e do Judiciário independentes e harmônicos entre si. Nasce disto a supremacia Constitucional sobre as demais leis. O pedestal de tal processo é o alicerce e gerado em favor do cidadão no cumprimento dos deveres e direitos de cada um.

Deste processo nasce a figura do cidadão adquirindo o direito à vida, à liberdade, à privacidade, à igualdade perante as leis e i isto gerou os direitos civis que não asseguram a democracia sem os direitos sociais representados pelo direito à riqueza, à educação, a um trabalho justo, à uma velhice mais confortável e mais saúde para si e familiares. A cidadania é a forma expressa da democracia e não há democracia sem uma constituição calcada em direitos e deveres. Uma Constituição, tal como todas as leis, é dinâmica e a batuta que a rege é o tempo e a própria sociedade. O Brasil já instituiu sete constituições (1824, 1891, 1934, 1937, 1946, 1967 e a atual 1988. De forma a acompanhar o ritmo da sociedade e suas exigências, existem as emendas, que aprimoram a constituição, conforme o caminhar da sociedade e sua evolução na linha do tempo e necessidade de readequação pela própria sociedade ativa.

Da Constituição derivaram e derivam as leis ordinárias e complementares, trabalhistas, eleitorais, tributárias, agrícolas, fundiárias , decretos, porta - ou outros momentos jurídicos que o tempo exige e a sociedade impõe aos sistemas governamentais, visto que o direito é dinâmico e atrelado à própria exigência do Estado como ente jurídico fundamental à existência de uma sociedade mais justa conforme o tempo o exige. Em 1998 nasceu a atual Constituição Federal e, em 1999 nasce de, seu bojo, a Constituição Estadual, e depois em 1990, as Leis Orgânicas Municipais . que a meu ver, deveriam ser chamadas de Constituições municipais e nenhuma das duas últimas podem divergir ou se dispor discordantes da Constituição-mãe, e se isto ocorrer serão chamadas chamadas de inconstitucionais.

A Constituição Federal é, portanto, o nascedouro da própria sociedade, juridicamente organizada, embora ocorram desvios praticados por desgovernos e gabinetes de uma comunidade podendo resultar em situações seriamente perigosas e até insanáveis.

Prof. Dr. Antonio Caprio- Tanabi -sp -,ex-presidente do IHGG,Rio Preto atual conselheiro da entidade. (27) 3270 1250.