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quarta-feira, 6 de agosto de 2025

DOENÇAS NO MUNDO - A DESCOBERTA DA VACINA




Em pleno século XXI falar-se sobre vacina ou vacinação se torna numa tarefa que exige, apenas, pequeno conhecimento sobre a forma como que algumas doenças se manifestam nos meios sociais do mundo todo, suas consequências e sofrimento por parte de crianças e idosos, principalmente, em estabelecimentos especiais que muitas vezes perdem seus pacientes por falta de meios de enfrentar exércitos de vírus, bactérias e muitos outros meios de proliferação, chamados de de microrganismos que matam, seus hospedeiros, não só o homem, como animais de várias espécies e tamanhos.
Como tudo tem um começo e uma dedicação que nasce da curiosidade de cientistas de várias especializações. Com o jovem Edward Jenner, filho de agricultores nascido em, Berkeley em 17 de maio de 1749, Inglaterra, sendo o oitavo Filho do reverendo Stephem Jenner e de sua esposa Sara Jenner e casou-se com Catherine Kiingscote. Faleceu em 26 de janeiro de 1823, aos 73 anos. Sua educação foi rígida e tornou-se um esplêndido médico com especialidade no estudo contra a malária que causava enormes problemas de saúde na comunidade, e redondezas, e especialmente as crianças em idade escolar sem que adultos ficassem livres da doença e muitos eram os registros de mortes na comunidade. Foi ele um pioneiro no que diz respeito a vacinas, já apresentando notável trabalho em 1796, contra a varíola.

O termo varíola vem de “variaolae vaccinae ( varíola das vacas ), partindo da observação de que os ordenhadores de vacas, apresentavam um número mínimo de doentes, e quando acontecia a crise era fraca, e, Edward deduziu que nas pústula dos úberes das vacas continha alguma coisa especial que protegia e ainda protege, estes ordenhadores, lembrando que não existia o microscópio na época, e aplicava a pústula produzida dos úberes nas mãos dos ordenhadores sadios e a varíola não se manifestava, e quando o fazia era de ação super fraca, concluindo ele e demais médicos que a imunização está acontecendo naturalmente. Daí surge o termo vaccinae(vaca)=Vacina. Nascia um dos maiores instrumentos contra doenças de vários tipos a partir da ideia que se aprimorou com outros processos naturais de defesa humana contra doenças de muitos tipos, sendo um deles a imunização indireta, com aproveitamento de pessoas ou animais já vacinados e que apresentavam uma forma de imunidade indireta e funcional. Em razão disto, Jenner é conhecido como o “pai da imunização”, recebendo homenagens de todos os pontos da medicina da época. Fascinado com a ideia da vacinação, desenvolveu estudos complementares na área de angina, oftalmologia e doenças cardiovasculares. Hoje, graças aos estímulos iniciais na área da vacinação, são beneficiados, em primeiro plano, os seres humanos, seguidos por animais de várias espécies.

Foi sucesso o sistema de inoculação com base em pessoas já imunizadas pelo sistema de vacinação, atingindo novos caminhos nos tratamentos das doenças que assolavam a humanidade e muitas espécies de animais, com mortes em grande escala. A varíola foi erradicada graças ao trabalho de Jenner e outros colaboradores que se agregaram no aperfeiçoamento da vacinação, hoje grande suporte da medicina em vários aspectos. A vacinação é, sem dúvida, um dos maiores avanços da medicina, estendendo-se a doenças como a caxumba, rubéola, o sarampo, a tuberculose e um enorme colorário de outras doenças humanas e animais que salvaram e ainda salve grande número de vidas. e mais modernamente com relação a Aids e síndromes das mais diversas, abrindo-se em enorme rede de cura para doenças várias que no passado e infelizmente, por falta de colaboração presencial nos setores de vacinação oferecidos(| gratuitamente), pelo Estado.

Prof. Dr Antonio Caprio – Tanabi, Ex-presidente do IHGG e ex-vice-presidente do Comdephact Rio Preto. Membro registrado no grupo de Revolucionários de 1932-Rio Preto.

DOENÇAS NO MUNDO

 


Todo ser vivo é acometido por doenças de várias espécies, muitas das quais causadoras de números significativos de mortes, tanto nos meios urbanos como rurais e outros, visto que os conjuntos são constituídos de células vegetais e animais, passíveis de contágios e reproduções das mais variadas formas e consequências. A Ciência, desde tempos imemoriais, tem feito parte dos meios humanos em busca do controle dos males que afligem e afligiram o planeta gerando crises e registros de mortes em escalas que assustaram e assustam todo o planeta.

Um dos males mais presentes no meio urbano foi a febre amarela presente de forma assustadora desde meados do século 19 e registrado até o século 20. Há registros de que a febre amarela chegou no império brasileiro, um navio negreiro procedente de Nova Orleans, passando por Havana e São Salvador e atracando no Rio de Janeiro em 3 de dezembro de 1849 e já em 1850 foram atingidos 90.658 dos 266 mil habitantes do Rio de Janeiro, causando 4.160 mortes ou até 15.000 vítimas, conforme registros oficiais. Tentando um controle, o Sistema de Saneamento chegou a reunir pilhas de mortos nas esquinas da cidade, ateando fogo neles na busca de um controle das mortes que aumentava, dia a dia. Vetores do Aedes aegypti , vindo dos tambores usados no transporte de água potável dos primeiros navios a alcançar o Brasil e outros pontos americanos foram definidos como causas.

Com o agravamento da doença e por ação de duas crises violentas, uma em 1873 e outra em 1876, com cerca de 270 mil óbitos, foi criado um plano urbanístico para o Rio de Janeiro com nomeação de Francisco Pereira Passos, nomeado como engenheiro-chefe do Ministério do Império Brasileiro e o bacteriologista da saúde pública sob a liderança de Oswaldo Cruz. Em 1897-8 e 1900 ficou provada a ação do mosquito como hospedeiro intermediário da malária por ação conjunta dos pesquisadores Ronald Ross e Giovanni Battista Grassi, validando a Teoria de Finlay defendida no Congresso Médico de 1903. Enfim, o mundo científico se ajustava em direção ao mosquito Aedes aegypti, reconhecido como a causa da malária que assolava grandes regiões do planeta com milhares de mortes pelo mundo. O vírus alcançou com a Revolução de 30 um quadro alarmante destacando-se a febre amarela urbana e a silvestre, pesquisa com direcionamento da Fundação Rockefeller em 1932.Em 1937, as vacinas assumiram importante papel no controle da doença, em uso até hoje, produzida a partir do vírus 17D.

Em 1967, em razão de fortes projetos de controle da doença, e do intenso trabalho do Dr. Oswaldo Cruz e equipe, o Aedes aegypti, foi declarado controlado no Brasil e alguns outros países Sul-americanos, mas, voltaram a se registrar focos da malária em 1967, em especial no Pará e no Maranhão, e também em 1976 na Bahia e em 1977 no Rio de Janeiro, e em Santos no ano de 1980. Por descuido governamental, algum tempo depois, a malária estava de volta e agora com uma nova rotulagem de ‘ dengue’ com outros qualificativos e consequências, tem causado seríssimos problemas de óbitos e incapacidade física, em especial crianças, com grande força em todo o país.


Prof. Dr. Antonio Caprio – Tanabi – Ex-presidente do IHGG/Rio Preto; ex-vice-presidente do Comdephact/Rio Preto – Biólogo